Ela era Sinhá Vitória!
Uma grande guerreira que já nascera predestinada.
Nasceu no sertão em meio aquele ambiente inóspito.
O Sertão Nordestino que é uma região de miséria, fome, seca e abandono e esquecida por Deus e pelos governantes.
É ali mesmo no sertão nordestino que milhões de pessoas nascem, crescem, sofrem e morrem, sem perspectiva de um futuro digno.
Sinhá Vitória, era este seu nome de batismo de uma grande guerreira.
Era filha de pais nordestino. Ela crescera órfã.
Conheceu desde cedo as dificuldades e os infortúnios desta vida marcada pela seca.
Sinhá Vitória tornou-se mãe. Uma mãe impaciente.
Uma mãe zelosa .Tinha pouco estudo e isso lá importa muito naquele lugar esquecido.
Mas, sabia contar.
Ela aprendera a lidar com a situação adversa.
Tinha clareza da sua situação.
E em meio a este cenário desafiador enxergava o futuro. E pobre lá tinha futuro?
Em meio as contrariedades sabia transmitir a paz.Tinha fé e confiança.
Só que ali naquele lugar não tinha jeito.
Não tinha futuro. Que futuro? Sofreria demais. Com a seca. Com a terra rachada.
Com aquele sol de lascar. Faltaria tudo.
Não teria vida. Não teria futuro.
Sair dali? Do seu chão.
Da sua terra. De suas raízes.
Mas, precisaria sair dali.
Não tinha outro jeito.Tinha que sair.
Fugir da seca. Já sofrera demais.
Faltava comida. Faltava terra.
Faltava chuva. Faltava água.
Faltava tudo.
Que “Vida Seca”...