Anseios já foi definido por alguns como sendo aqueles desejos que persistem e martelam constantemente dentro do interior das pessoas e que ora afloram ou não e depende muito de como se lida com isso. Verdade é que eles nos inquietam e sempre impondo certa urgência e, por isso, angustiam. É claro que certas coisas não resolvidas tendem a angustiar. Neles moram o brilho e o sofrimento, pois o anseio contém em si alguma insatisfação com o presente. Ou seja, muitas são as vezes em que costumamos fazer algo contra nossa vontade. No entanto, também temos alguma resistência em abandoná-lo. É a perspectiva encantadora e apavorante de um futuro que ainda precisa ser construído. Contudo, nossos anseios servem também para produzir o bem. Assim, como também para produzir e semear tudo aquilo que é mal. Não só semear mas espalhar a maldade. O Mestre da Sabedoria, era um ótimo contador de histórias. Ele era um grande Mestre na arte de ensinar. Uma das formas de ensinar usadas por Ele eram através das parábolas. Parábolas que eram todas baseadas no cotidiano daquela época, vividos por aquelas pessoas o que ficava mais fácil para passar os ensinamentos, os valores e as verdades espirituais. Acredito que muitos foram aqueles que procuravam Ele para resolver seus problemas espirituais. Quantas pessoas estão muitas vezes tomadas por sentimentos de culpa e acham que a sua situação não tem mais jeito. Uns simplesmente se entregam e deixam que os sintomas de uma depressão tomem conta completamente de suas vidas. Há também aqueles que logo tomam a decisão drástica de dar um fim à própria existência. E outros, por outro lado, procuram alguma solução psicológica para os seus problemas. O Mestre de Nazaré, conta que um certo homem chamado Zaqueu, que era um funcionário do império romano, como chefe dos cobradores de impostos, havia se tornado muito rico a custas dos excedentes que eram cobrados daquele povo que eram obrigados a pagarem. Quando Ele soube que Jesus estava passando pela cidade, correu e tentou vê-lo, mas, infelizmente, era tão baixo que a multidão o impedia de ver o Mestre passando. Teve, então, a brilhante idéia de subir em uma árvore para matar a sua curiosidade. Quando o viu, Jesus lhe disse: “Zaqueu, desce depressa! Hoje eu devo ficar na tua casa”. Mas, nem tudo estava perdido para Zaqueu. Eis que em um belo dia Alguém o chamou novamente. Zaqueu, desça depressa! Este Alguém o chamou com um olhar de confiança e de ternura. Alguém que sabia amenizar os corações. Alguém com uma franqueza de desarmar qualquer coração de pedra. Zaqueu se emocionou. Ficou calado. Seus olhos viram a bondade em pessoa. Zaqueu viveu o amor fraterno. Zaqueu ficou deslumbrado. E assim foi que Ele aprendeu. Olhando agora ao seu redor. Ele viu que o mundo é muito triste sem amor. Viu que a vida não tem graça sem amor. Viu o novo gosto de viver. O gosto de esperança! O gosto da fraternidade. O gosto do amor, o gosto da esperança...
Benedito José Rodrigues
Enviado por Benedito José Rodrigues em 11/03/2025
Alterado em 11/03/2025