Jose Benedito Rodrigues
Contos, Crônicas
Textos

As tecnologias irão dominar o mundo em 2100

As tecnologias irão dominar o mundo em 2100

Lendo as notícias e acompanhando os fatos do dia a dia, tenho a clara impressão de que tudo está mudando rápido demais. As transformações acontecem em uma velocidade que mal conseguimos acompanhar. O que ontem era novidade, hoje já se tornou obsoleto. E isso é visível em todos os segmentos: no trabalho, na comunicação, nos meios de telefonia, nos transportes, na tecnologia, na educação e em tantas outras áreas da vida cotidiana. Não é exagero dizer que muitas profissões já deixaram de existir. Outras tantas desaparecerão até 2100. Mas não são apenas as profissões que estão com os dias contados. Muitos cursos universitários também caminham para a extinção. Hoje já é comum ver graduações que não abrem mais vestibulares, que não têm matrículas suficientes ou que simplesmente deixaram de fazer sentido diante de um futuro que avança rápido demais. Enquanto o mundo se transforma lá fora, o estudante passa quatro ou seis anos preso a conteúdos que talvez não sirvam para nada quando concluir sua formação.

Quem nunca se perguntou para que serviram tantas matérias decoradas na escola? Quantos conteúdos estudados com tanto esforço hoje não têm utilidade alguma? A sensação é de que fomos preparados para um mundo que já não existe mais. As previsões reforçam essa inquietação. A Forbes aponta que a Internet das Coisas deverá atingir quase todos os produtos eletrônicos nas próximas décadas, tornando tudo conectado, acessível e automatizado. Isso, aliás, já é uma realidade. A educação, inevitavelmente, será profundamente impactada. O ensino tende a se tornar cada vez mais tecnológico, independentemente de discursos que tentem resgatar modelos antigos como solução para os problemas educacionais. Disciplinas como programação começam a surgir desde o ensino infantil e fundamental. Mais do que conteúdos fixos, a principal habilidade do século XXI será a capacidade de aprender rápido. O mercado muda o tempo todo, e quem não acompanha fica para trás. O diploma, aos poucos, perde espaço para experiências práticas, projetos reais e novas linguagens. O estudante do futuro não buscará apenas um certificado, mas vivências de aprendizagem. E o professor também precisará se reinventar. Não será mais aquele que detém todo o conhecimento — como no meu tempo escolar, em que o professor falava e o aluno apenas decorava. O conhecimento hoje está em toda parte. O verdadeiro educador será aquele capaz de orientar, traduzir e compartilhar esse saber de forma humana e significativa. Se tudo indica que as tecnologias irão dominar o mundo em 2100, resta saber se estaremos preparados não apenas tecnicamente, mas também como seres humanos. Porque, no fim, não basta um mundo inteligente se as pessoas não souberem mais aprender, pensar e sentir.

Benedito José Rodrigues
Enviado por Benedito José Rodrigues em 23/12/2025
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